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domingo, 18 de dezembro de 2011

BANANAS, BAIANAS, SANDÁLIAS HAVAIANAS, BABY?




conversa com as poetas brasileiras
ÉRICA ZÍNGANO & JÚLIA DE CARVALHO HANSEN





ÉRICA ZÍNGANO

Érica Zíngano (Fort -CE | 1980) é doutoranda em Estudos Portugueses na Universidade Nova de Lisboa. Antes estudou na Universidade de São Paulo. Antes ainda na Universidade Federal do Ceará. Estudou a escrita de Clarice Lispector. Depois estudou a de Maria Gabriela Llansol. Aqui continua estudando a escrita de Maria Gabriela Llansol - mas com variações. Gosta de escrever poemas. Pensa que escrever pode ajudar a envelhecer. Pelo que entendi, isso é tipo uma filosofia de vida: "Me disseram uma vez que pessoas que gostam de ler e praticam esse hábito com assiduidade, incluam aí a escrita também, porque escrever é como se fosse ler, adiam a probabilidade de adquirir Alzheimer. Há muitos casos na minha família de Alzheimer. Não é uma questão de medo, é por precaução. Sim, é o mesmo caso do senhorio, ele também exige um cheque-caução! A vida tem lá suas exigências... e com essas coisas do corpo, nunca se sabe." Ela também publicou poemas etc. etc., mas, se fosse falar tudo aqui, não haveria conversa. Ah, antes que eu me esqueça, ela tem uma caixa-mágica, cheia de palavras & imagens, é aqui: http://mileumanotas.wordpress.com/.



VOCÊ FALOU HONEY BUNNY, NÃO FALOU?


Numa dessas manhãs de sábado, Érica querida lia um dos seus poemas na minha varanda, publicado na Revista Modo de Usar & Co. 3.




REVISTA MODO DE USAR & CO.
http://www.revistamododeusar.blogspot.com/





JÚLIA DE CARVALHO HANSEN

Júlia de Carvalho Hansen nasceu em São Paulo em janeiro de 1984. Completou o curso em Letras pela Universidade de São Paulo. Atualmente escreve uma dissertação no mestrado em Estudos Portugueses, ao qual prefere chamar de Estudos Literários, na Universidade Nova de Lisboa, cidade onde reside.

Em 2008 fez o projeto 12 exemplares: que consistia na manufatura da primeira edição do cantos de estima destinado para 12 pessoas diferentes, com o convite de que desenvolvessem um fazer em resposta ao livro de poemas. Todas as respostas reunidas se mostraram em 12 exemplares em exposição, realizada em agosto de 2009, na Associação Cultural Cecília, em São Paulo. Em setembro do mesmo ano publica a última edição do cantos de estima, re-escrito e revisto, impresso em 120 exemplares pelo Selo de Estimas e Grama. É possível encontrá-lo para download na Internet.
A convite da Fundação realiza com a artista plástica Mayana Redin a exposição Aluvião, no Porto, em dezembro de 2010. Em fevereiro de 2011 é lançada sua publicação de poemas Primeira Reunião de Lugares, integrante da mostra Transporto sempre uma viagem, na Galeria Quadrum, em Lisboa.
Atualmente prepara o livro Poemas do Destino do Mar.


segunda-feira, 7 de novembro de 2011

domingo, 6 de novembro de 2011

JOÃO CÉSAR MONTEIRO - SOPHIA DE MELLO BREYNER ANDRESEN



1969


No que ao meu filme diz respeito, suponho que, antes do mais, ele é a prova, para quem a quiser entender, que a poesia não é filmável e não adianta persegui-la.


João César Monteiro

QUATRO POEMAS DE SOPHIA DE MELLO BREYNER



Feliz aniversário, Sophia.




EVADIR-ME, ESQUECER-ME

Evadir-me, esquecer-me, regressar
À frescura das coisas vegetais,
Ao verde flutuante dos pinhais
Percorridos de seivas virginais
E ao grande vento límpido do mar.



O POEMA


O poema me levará no tempo
Quando eu já não for eu
E passarei sozinha
Entre as mãos de quem lê

O poema alguém o dirá
Às searas

Sua passagem se confundirá
Como rumor do mar com o passar do vento

O poema habitará
O espaço mais concreto e mais atento

No ar claro nas tardes transparentes
Suas sílabas redondas

(Ó antigas ó longas
Eternas tardes lisas)

Mesmo que eu morra o poema encontrará
Uma praia onde quebrar as suas ondas

E entre quatro paredes densas
De funda e devorada solidão
Alguém seu próprio ser confundirá
Com o poema no tempo




NÃO TE ESQUEÇAS NUNCA


Não te esqueças nunca de Thasos nem de Egina
O pinhal a coluna a veemência divina
O templo e teatro o rolar de uma pinha
O ar cheirava a mel a pedra a resina
Na estátua morava tua nudez marinha
Sob o sol azul e a veemência divina

Não esqueças nunca Treblinka e Hiroshima
O horror o terror a suprema ignomínia



O REI DE ÍTACA


A civilização em que estamos é tão errada que
Nela o pensamento se desligou da mão

Ulisses rei da Ítaca carpinteirou seu barco
E gabava-se também de saber conduzir
Num campo a direito o sulco do arado

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

quarta-feira, 2 de novembro de 2011



Busquemos apenas
As palavras repetidas

As gaivotas mais altas
Mais perdidas



Daniel Faria, Poesia

ARTHUR LIPSETT - VERY NICE, VERY NICE



1962

terça-feira, 1 de novembro de 2011

CARIBOU



JAME'S SECOND HAIRCUT


Start breaking my heart (2001)



DRUMHELLER


The Milk of Human Kindness (2005)



NIOBE


Andorra (2007)



MELODY DAY



Andorra (2007)



SHE'S THE ONE


She's the one (2008)



ODESSA


Swim (2010)



LALIBELA



Swim (2010)

DOM UM ROMÃO - HOTMOSPHERE (1976)



AMOR EN JACUMÁ (ROMÃO RAMALHO)



CARAVAN (DUKE ELLINGTON/TIZOL/MILLS)


ESCRAVOS DE JÓ (MILTON NASCIMENTO)

domingo, 30 de outubro de 2011



ALINE MENDONÇA - AMO-TE MUITO


CAETANO VELOSO - AMO-TE (MESMO?) MUITO


Amo-te (mesmo?) muito (será?)
Tanto quanto o sabiá do abismo?
Tanto quanto o abismo?

Amo-te (mesmo?) muito
Amo-te (mesmo?) muito (será?)
Tanto quanto canto (ou não será?)
Tanto tanto tanto (ou não será?)
Tanto quanto o sabiá do abismo?
Tanto quanto o abismo? (ou não será?)

Ó horizonte beleza do belo riso
Amor amor amor amor
Momentos raros

Ó horizonte riso riso riso riso
Cercado ao longe por montes muito claros

Amo-te (mesmo?) muito (será?)
Tanto quanto o avião do fogo?
Tanto quanto o fogo?

Amo-te (mesmo?) muito
Amo-te (mesmo?) muito (será?)
Tanto quanto posso (ou não será?)
Pouco pouco pouco (ou não será?)
Tanto quanto o avião do fogo?
Tanto quanto o fogo? (ou não será?)

sábado, 29 de outubro de 2011

TULIPA RUIZ - SÓ SEI DANÇAR COM VOCÊ

00:35

GET WELL SOON - I SOLD MY HANDS FOR FOOD SO PLEASE FEED ME

15:28



I will be so sad to hear you're dead
Nature's built a wall around you
And that's the house you'll live in forever
Punch a hole into with your love
Don't you cry for I love your thought
Don't let your fiery soul burn down
We're in this together - we'll always be
Fight your war inside your jail